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Língua Geral

A língua geral foi a língua mais falada no Brasil até meados do século dezoito. Veremos um pouco mais do contexto em que ela era usada.
No Brasil colonial, três línguas conviviam na sociedade: o português, trazido pelo colonizador, o latim, no qual se fundava todo o ensino secundário e superior dos jesuítas, e a língua geral.  Essa língua geral recobria as línguas indígenas faladas no território brasileiro.  Embora essas línguas indígenas fossem diversificadas, provinham, em sua maioria, de um mesmo tronco, o tupi, o que tornou possível que se condensassem em uma língua comum.  No convívio social cotidiano,  por imposição das necessidades de comunicação entre os portugueses e os indígenas e entre os indígenas falantes de diferentes línguas, o que prevalecia era a língua geral.  Os jesuítas empregavam-na para a evangelização, nela escreveram peças dramáticas para a catequese.  Os bandeirantes, da mesma forma, empregavam a língua geral e com ela nomeavam a flora, a fauna, os acidentes geográficos, as povoações.  A língua geral foi ainda a língua primeira de muitas crianças, tanto dos filhos dos colonizadores, quanto dos indígenas.  Essa língua foi analisada e sitematizada pelos jesuítas, particularmente por José de Anchieta, em sua Arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil.  Em 1757, porém, o Marquês de Pombal, por meio das reformas que implantou no ensino de Portugal e de suas colônias, tornou obrigatório o ensino da língua portuguesa no Brasil, a língua da corte, proibindo o uso de outras línguas.

Fontes: O português no Brasil – Antonio Houaiss
Português na escola: história de uma disciplina curricular – Magda Soares.

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