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Tautologia

Você já ouviu falar na palavra tautologia? Pois bem, hoje explicaremos o significado desta palavra no português.
A tautologia surgiu na retórica com o significado de um discurso redundante, que repete a mesma idéia mais de uma vez. Quanto à origem, o termo vem do grego tautó, que significa “o mesmo”, mais logos, que significa “linguagem, proposição, definição; palavra;”. Na perspectiva da Gramática Tradicional, a tautologia pode ser considerada um sinônimo de pleonasmo ou redundância.  Em síntese, tautologia é dizer sempre a mesma coisa em termos diferentes.
Os exemplos mais clássicos são os famosos “subir para cima” ou o “descer para baixo” .
Mas, há outros, veja alguns: elo de ligação; acabamento final ; certeza absoluta ; quantia exata ; nos dia 8, 9 e 10, inclusive ; juntamente com ; expressamente proibido ; em duas metades iguais. Porém existem muitos outros casos. Para o gramático Celso Cunha, o pleonasmo só se justifica para dar ênfase a uma idéia. É isso o que ocorre de forma geral com as pessoas, elas têm como objetivo, exatamente esse, o de enfatizar o que está sendo dito, O que deveria prevalecer, portanto, é o bom senso para saber distinguir expressões que são realmente redundantes de expressões que já foram consagradas pelo uso.

Fontes: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/707835
Gramática da Língua Portuguesa – Celso Ferreira da Cunha

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Trabaio? Não seria trabalho?

Abordaremos mais um fenômeno lingüístico, comparando palavras como trabalho e trabaio.
Muitas pessoas, principalmente as que vivem na área rural, usam uma variedade lingüística, isto é, uma forma de falar chamada de “caipira” . Essa é uma marca lingüística e cultural muito forte dessas pessoas, que pronunciam palavras como “trabaio”, “abeia”, “paia”, em lugar de “trabalho”, “abelha”, palha”. Esse fenômeno na Lingüística é chamado de palatização – a transformação do lh em i. Essa troca é uma tendência natural da língua dessas pessoas, que convivem com outras que também falam dessa maneira. Mesmo que esse modo diferente de falar, o “caipirês” é alvo de preconceito social, existe uma explicação simples para a troca do lh por i. A vogal i é muito mais fácil de ser pronunciada do que o lh, e por isso essa troca é tão freqüente. As pessoas acabam assimilando esse uso e nem percebem mais que ele é “diferente” dos outros. Outro fator determinante para essa troca é a facilidade de comunicação. Além dessa troca do lh por i, o “caipirês”, assim chamado, possui outros fenômenos sobre os quais falaremos num próximo programa.

Fonte: A Língua de Eulália – Marcos Bagno

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Frexa, ingrês? Qual o nome desse fenômeno?

Como havíamos comentado em nosso programa anterior, é muito comum a ocorrência de palavras como: Frecha, pranta, probrema, no falar de algumas pessoas. Vimos, também, que isso era comum no português antigo, utilizado inclusive pelo grande poeta Luís de Camões. Veja alguns de seus versos: “Doenças, frechas e trovões ardentes”
“Nas ilhas de Maldiva nasce a pranta”
Naquela época, porém, o poeta não era recriminado e muito menos caçoado por isso, pelo contrário. E o que ocorreu com essas palavras? Com o tempo, na tentativa de aproximar o português padrão do latim, essas palavras começaram a ser faladas com L. Porém, é importante entender que na realidade há uma explicação científica para esse fenômeno . A lingüística, que é a ciência que estuda os fenômenos relacionados com a fala, com o objetivo de descrevê-los sem ridicularizá-los, chama isso de rotacismo. Existe na língua portuguesa, uma tendência natural de transformar em R o L dos encontros consonantais. O rotacismo acontece em diversas regiões do Brasil, onde é muito comum essa troca.
Queremos, com esses esclarecimentos, mostrar que nem tudo o que ouvimos e que não está de acordo com a gramática normativa ou com a norma padrão da língua deve ser considerado erro ou, pior, ignorância de quem fala, afinal tudo pode ser explicado e compreendido cientificamente.

Fontes: A Língua de Eulália – Marcos Bagno
http://www.marcosbagno.com.br
http://www.tvcultura.com.br/aloescola

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Expressão latina “post scriptum”

Post Scriptum, cuja abreviatura é P. S. em Latim, significa literalmente “escrito depois” ; originariamente, indicava algo que julgamos necessário acrescentar a uma carta após o seu encerramento. Com o tempo, foi-se percebendo que esta fórmula, além de servir para corrigir nossos lapsos de memória ou simplesmente informar que haviam ocorrido alterações depois que tínhamos dado a carta por concluída, poderia servir como uma sutil estratégia retórica: depois de percorrer todo o corpo do texto, o leitor se depara com uma idéia posta em destaque, plantada ali por nós com aquela mesma aparente despreocupação com que lançamos, na fala, aquele temível “Ah! Antes que eu me esqueça… “, que sempre anuncia o que de mais importante temos a dizer.  É justamente esse efeito “amplificador” do post scriptum o que explica a sua utilização nas cartas e mensagens escritas no computador, em que poderíamos simplesmente incluir no texto o que tínhamos esquecido. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa registra a forma pós-escrito.

Fontes:
http: http://www.sualingua.com.br/04/04_post_scriptum.htm
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

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Expressão latina “A priori”

Sabe-se que muitas palavras do nosso vocabulário tiveram origem no latim, inclusive algumas expressões ainda são utilizadas até hoje, como a priori que é o nosso assunto de hoje.
Embora essa expressão seja utilizada de maneira generalizada como sinônimo de “a principio”, teve origem, na realidade, de uma expressão latina maior, que significava “por um raciocínio anterior à experiência”. O termo relaciona-se com uma opinião fundada unicamente na razão, sem fundamento na experiência. Serve também para indicar, por exemplo, um princípio que se faz valer antes de tudo e do qual não se abre mão. Veja o exemplo: Não posso admitir, a priori, que alguém seja impedido de manifestar sua posição neste debate. Julgar uma pessoa a priori, então, é formar uma opinião sobre alguém antes de realmente conhecê-la. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa registra que a priori, por extensão de sentido, significa “por dedução”  ou “a partir de elementos prévios”. Como no exemplo: A priori todos somos iguais perante a lei.

Fontes:
http: www.sualingua.com.br/04/04_apriori.htm
http: www.ufv.br/petbio/informativos/agosto2007/artigo04.htm
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

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