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Lingüística

Já explicamos que a lingüística surgiu para mostrar que existem explicações fundamentadas, científicas, para certas variações de linguagem, que a gramática normativa trata como erro.  Pois bem, é importante saber, também, que uma das principais inovações introduzidas pela Lingüística foi atribuir à língua falada a importância que sempre lhe tinha sido negada pela Gramática Tradicional. A língua falada é a verdadeira língua natural, a língua que cada pessoa aprende com sua mãe, seu pai, irmãos, na sociedade etc . Essa sim é a língua viva em constante ebulição, em constante transformação.  A língua falada é um tesouro, em que se podem encontrar coisas muito antigas, mas também muitas inovações, resultantes das transformações inevitáveis por que passa tudo que é humano, e, como diz o lingüista e professor da Universidade de Brasília, Marcos Bagno, “nada mais humano do que a língua” .
É importante dizer que a lingüística não veio para tomar o lugar da gramática normativa, pois se sabe que a gramática tem um papel fundamental na história da humanidade, mas ela será sempre secundária, como sempre foi, afinal a língua falada surgiu muito antes da língua escrita e isso deve ser considerado e sempre lembrado .Nosso objetivo aqui é justamente apresentar essa nova ciência a você, às pessoas em geral, afinal ela é pouquíssimo divulgada pela mídia.  Precisamos saber que, além da gramática normativa, existe uma ciência específica da linguagem e que explica as variações existentes na fala.
Se você tiver mais interesse nessa nova ciência, a lingüística, ou em qualquer outro assunto relacionado à língua, entre em contato conosco.

Fonte: Português ou Brasileiro: um convite à pesquisa – Marcos Bagno

linguaportuguesa@furb.br
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Norma Padrão X Lingüística

A Lingüística é uma ciência recente e pouco conhecida, a ciência da linguagem.
É importante lembrar que a norma padrão foi imposta pensando-se numa pequena elite de falantes considerados cultos.
Mas quando a gramática e a norma padrão foram implantadas não foi levado em consideração que a língua muda muito rapidamente e, por isso, a gramática não consegue (ou não quer) acompanhar essas mudanças. Para estudar esse foco, existe uma ciência maior, uma ciência chamada lingüística. Essa ciência explica as mudanças e as diferenças na língua falada, sim, diferenças e não erros, como as gramáticas se limitam a enxergar.
É muito comum perceber essas diferenças, dentro de um único estado, dependendo da região, a forma de falar muda. Por exemplo: No extremo oeste catarinense os falantes utilizam a variedade bergamota para referir-se a tangerina que conhecemos aqui. Sem contar que, ao encontrarmos um falante daquela região, percebemos logo, pela forte marcação no final das palavras. Como: leite em vez de leiti, quente em vez de quenti. As variações, como essa da regionalidade,  são muitas e podem ocorrer outras por tantos outros motivos – grupo social, grau de escolarização do falante, da idade, entre outros. Por isso afirmar que alguém fala errado e que não sabe português é uma forma de preconceito, mais claramente preconceito lingüístico. Isso não nos desobriga de saber adequar a nossa linguagem ao lugar em que estamos (ou seja, uma fala formal e informal) que também é muito importante saber.

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